Oi, pessoal
Àqueles que me deram o prazer de sua companhia durante anos
Informo resolução da mudança de ‘casa’ a qual me propus durante participação no evento ‘Campus Party Brasil”.
Estou agora em http://betharr.wordpress.com
Espero por vocês.
Bjs com carinho
"Era uma vez na Amazônia, a mais bonita floresta/Mata verde, céu azul, a mais imensa floresta/No fundo d'água as Iaras, caboclo, lendas e mágoas/E os rios puxando as águas/Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores/Os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores/Sorria o Jurupari, uirapuru, seu provir/Era fauna, flora, frutos e flores/Toda mata tem caipora para a mata vigiar/Veio caipora de fora para a mata definhar/E trouxe dragão-de-ferro pra comer muita madeira/E trouxe em estilo gigante pra acabar com a capoeira/Fizeram logo um projeto, sem ninguém testemunhar/Pra o dragão cortar madeira e toda mata derrubar/Se a floresta, meu amigo, tivesse pé pra andar, eu garanto, meu amigo, o perigo não tinha ficado lá/O que se corta em segundos gasta tempo pra vingar/E o fruto que dá no cacho pra gente se alimentar?/Depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar/Igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar/Mas o dragão continua a floresta devorar/E quem habita essa mata pra onde vai se mudar?/Corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá/Tartaruga, pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiurá/No lugar que havia mata, hoje há perseguição/Grileiro mata posseiro só pra lhe roubar seu chão/Castanheiro, seringueiro já viraram até peão/Afora os que já morreram como ave de arribação/Zé de Nana tá de prova/Naquele lugar tem cova, gente enterrada no chão/ Pois mataram índio, que matou grileiro, que matou posseiro, disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro roubou seu lugar/Foi então que um violeiro, chegando na região, ficou tão penalizado e escreveu esta canção/E talvez desesperado com tanta devastação/Pegou a primeira estrada sem rumo, sem direção/Com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa dentro do seu coração/Aqui termino essa história, para gente de valor/Pra gente que tem memória, muita crença, muito amor/Pra defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta/Era uma vez uma floresta na Linha do Equador."
(De Cantoria 1 (Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai), Kuarup Discos).